24.11.11

Guerra contra as drogas


Trecho do livro The Revolution: a Manifesto, do candidato republicano à presidência Ron Paul:
"Apesar de muitos conservadores apoiarem a guerra do governo federal contra as drogas, um número crescente, entre eles William F. Buckley, são céticos. O economista conservador Thomas Sowell acredita que tudo isso é mais utópico do que conservador: "O que faria muito mais sentido [do que a atual política do governo federal] seria admitir que nós não somos Deus, que não podemos viver a vida das outras pessoas, ou salvar aqueles que não querem ser salvos, e tirar os lucros das drogas ao descriminá-las. Foi isso que destruiu as gangues de "bootleggers"(máfia do álcool) depois que a Proibição foi revogada".
Essa também não é uma perspectiva incomum das tradições cristãs. No Tratado da Lei, em sua Summa Theologica, Tomás de Aquino explica, citando Agostinho, que nem todos os vícios deveriam ser punidos por lei. As leis humanas deveriam proibir principalmente aquelas coisas que causam dano físico direto a outras pessoas; Aquino cita assassinato e roubo como exemplos. Com relação a práticas que não prejudiquem fisicamente os outros, ou que os enganem (e qualquer outra frustração intangível que a fraude possa provocar), pode ser necessário tolerá-las, se a sua proibição puder levar a um mal ainda maior- um ponto que é especialmente relevante para o assunto em questão.
E mais, a lei não é capaz de tornar virtuoso um indivíduo mau. De acordo com Aquino, apenas a graça de Deus pode alcançar isso. A lei é simplesmente incompetente aqui. O que a lei permite é criar ordem e paz dentro das quais os homens possam conduzir suas vidas. Mas tanto do que é importante na vida humana acontece distante da lei, no domínio da sociedade civil, família e comunidade. Essas influências salutares, distantes do governo, tem a responsabilidade de melhorar a conduta moral dos indivíduos. Nós não devemos diminuir nossas responsabilidades e esperar que os políticos- que não são exatamente conhecidos por viverem além de qualquer reprovação moral- exerçam uma função tão importante."

21.9.11

O Governo não cria empregos



No debate sobre a criação de empregos e qual a melhor maneira de persegui-la como alvo político, um ponto é esquecido: governo não cria empregos. Governo apenas retira recursos de um uso para aplicá-lo em outro, o que não gera novos empregos.

18.9.11

Defendendo o indefensável


Análise interessante de Radley Balko sobre a lei seca. Segundo ele, a punição não deveria ser focada no ato de beber e dirigir, mas sim na direção perigosa. Já que há outras situações não passíveis de mensuração que comprometem a habilidade de dirigir, como privação de sono, drogas para insônia e entorpecentes, a polícia deveria estar atenta ao comportamento do motorista nas ruas em fiscalizações dinâmicas para encontrar aqueles em direção perigosa, em vez de permanecerem estáticos aferindo teor alcoólico com o bafômetro.

As mulheres ganham menos que os homens?



Outra análise interessante do Prof. Steve Horwitz. Vale a pena conferir

Revista abusiva nos aeroportos americanos



"Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança". (Benjamin Franklin)

15.4.11

Programa do Jonh Stossel na Fox Business sobre Atlas Shrugged

Hoje estreia a primeira parte do filme Atlas Shrugged, baseado na obra-prima homônima de Ayn Rand. Em deferência a esse dia especial, publico o programa do John Stossel sobre o livro.





13.4.11

E o capitalismo?

Trecho das páginas 330 e 331 do livro História do Brasil com Empreendedores, de Jorge Caldeira:

"Mais uma vez, a ação estatal no sistema de crédito não levava o Brasil na direção do capitalismo. O atraso, derivado da proteção estatal ao capital comercial, foi se tornando cada vez mais agudo - e ganhando outra natureza. Num tempo de crescimento geral, o país praticava uma política recessiva, algo que nem mesmo nos tempos do mercantilismo fizeram as nações agora capitalistas."(...)

"O sistema de crédito brasileiro, no novo padrão de comparação, se aproximava rapidamente da condição de fóssil vivo, com sua função de mantenedor do capital comercial por proteção estatal."(...) 

"A política de juros altos, feita de modo deliberado pelo governo, teve o sentido inequívoco de favorecer o lado da propriedade inerte do capital e prejudicar aqueles que colocavam o capital em ação. Em outras palavras, favoreceu os usurários em prejuízo deliberado de empreendedores e empresários - agora já querendo se tornar capitalistas. E assim tornava maior o fosso que se abria entre a economia brasileira e as nações capitalistas.

Enquanto na Inglaterra aumentava o ritmo da exploração dos trabalhadores industriais e nos Estados Unidos, mal saídos da escravidão, multiplicava-se a riqueza daqueles que se metiam em "especulações", a política local de juros altos fazia "sucesso", e o Brasil ficava a salvo do perigo capitalista. No norte, os mais ricos de todos, por causa de suas manobras sórdidas, acabaram apelidados de robber barons. No Brasil, produziam-se barões de café - e pensadores corporativos para saudar o governo que conduzia a prudente obra de impedir o capitalismo.
 
Assim, embora sobrevivendo, a figura do empreendedor foi empurrada para um papel secundário pela história. No lugar de vencer as barreiras creditícias e fundar um capitalismo, manteve-se o caráter apenas mercantil da acumulação de capital - e toda a sociedade brasileira, ligada na rede dos adiantamentos não monetários do capital comercial, foi se tornando cada vez mais pobre em relação aos habitantes dos países capitalistas."

12.4.11

Dez citações libertárias

"A government which robs Peter to pay Paul, can always count on the support of Paul".
"Um governo que toma de Pedro para dar a Paulo sempre poderá contar com o apoio de Paulo."
(George Bernard Shaw) 


"The more corrupt the state, the more it legislates." 
"Quanto mais corrupto for o governo, mais ele legislará."
(Tacitus)


"Giving money and power to government is like giving whiskey and car keys to teenage boys." 
"Dar dinheiro e poder para o governo é como dar whisky e as chaves do carro para um adolescente."
(P.J. O'Rourke)


"One of the greatest delusions in the world is the hope that the evils in this world are to be cured by legislation." 
"Uma das maiores ilusões do mundo é a esperança de que os seus males serão curados através da legislação"
(Thomas B. Reed-1886)


"Every decent man is ashamed of the government he lives under."
"Todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive."
 (H.L. Mencken)


"Extremism in the defense of liberty is no vice. Moderation in the pursuit of justice is no virtue."
"Extremismo na defesa da liberdade não é um vício. Moderação na busca da justiça não é uma virtude."
(Barry Goldwater-1964)


"Peace, commerce and honest friendship with all nations; entangling alliances with none."
"Paz, comércio e amizade genuína com todas as nações; envolvimento em alianças com nenhuma."
(Thomas Jefferson)


"Liberty is not a means to a political end. It is itself the highest political end."
"Liberdade não é um meio para um fim político. É em si mesma o mais elevado fim político."
(Lord Acton)


"The government was set to protect man from criminals – and the Constitution was written to protect man from the government."
"O Governo foi criado para proteger o homem dos criminosos - e a Constituição foi escrita para proteger o homem do governo".
 (Ayn Rand)


"It is much more important to kill bad bills than to pass good ones." 
"É muito mais importante destruir as leis ruins do que aprovar as boas"
(Calvin Coolidge)

8.4.11

“História de quinze séculos”, por Olavo de Carvalho



“Se o sistema medieval havia durado dez séculos, o absolutismo não durou mais de três. Menos ainda durará o reinado da burguesia liberal. Um século de liberdade econômica e política foi suficiente para tornar alguns capitalistas tão formidavelmente ricos que eles já não querem submeter-se às veleidades do mercado que os enriqueceu. Querem controlá-lo, e os instrumentos para isso são três: o domínio do Estado, para a implantação das políticas estatistas necessárias à eternização do oligopólio; o estímulo aos movimentos socialistas e comunistas que invariavelmente favorecem o crescimento do poder estatal; e a arregimentação de um exército de intelectuais que preparem a opinião pública para dizer adeus às liberdades burguesas e entrar alegremente num mundo de repressão onipresente e obsediante (estendendo-se até aos últimos detalhes da vida privada e da linguagem cotidiana), apresentado como um paraíso adornado ao mesmo tempo com a abundância do capitalismo e a ‘justiça social’ do comunismo. Nesse novo mundo, a liberdade econômica indispensável ao funcionamento do sistema é preservada na estrita medida necessária para que possa subsidiar a extinção da liberdade nos domínios político, social, moral, educacional, cultural e religioso."

“Com isso, os metacapitalistas mudam a base mesma do seu poder. Já não se apóiam na riqueza enquanto tal, mas no controle do processo político-social. Controle que, libertando-os da exposição aventurosa às flutuações do mercado, faz deles um poder dinástico durável, uma neo-aristocracia capaz de atravessar incólume as variações da fortuna e a sucessão das gerações, abrigada no castelo-forte do Estado e dos organismos internacionais. Já não são megacapitalistas: são metacapitalistas – a classe que transcendeu o capitalismo e o transformou no único socialismo que algum dia existiu ou existirá: o socialismo dos grão-senhores e dos engenheiros sociais a seu serviço."



Íntegra aqui

1.4.11

Professor Walter Williams fala sobre laissez-fairez ao Globonews




O professor Walter Williams é defensor do laissez-faire, caracterizado pela defesa do liberalismo econômico mais puro. Segundo o professor, os mais ricos estão nas áreas que possuem uma maior liberdade econômica

30.3.11

Hans Rosling revela novas percepções sobre a pobreza

O pesquisador hans Rosling usa sua impressionante ferramenta de análise de dados para mostrar como os países estão saindo pobreza. Ele demostra a Rua do Dólar, onde compara residencias de vários níveis de renda ao redor do mundo. Então ele faz algo realmente incrível.

26.3.11

O que acontece quando o que tinha um custo fica gratuito?




Chris Anderson, editor da Wired, discute a passagem da "economia da escassez" para a "economia da abundância", em que não é mais preciso apostar que alguma coisa e não outra irá agradar aos consumidores.
Vídeo legendado por OrdemLivre.org.

22.3.11

Máximas de um país mínimo



Acabei de ler "Máximas de um país mínimo", do Reinaldo Azevedo. Contém doses condensadas de sabedoria, que mais parecem uma coletânea de chaves de ouro de sonetos.


Aqui vão as minhas "top 5", mas são dezenas de sínteses tão ou mais brilhantes que estas:


" No capitalismo, os negócios são feitos de acordo com a lei; no cartorialismo, as leis são feitas de acordo com os negócios; a primeira prática define uma república democrática; a segunda, uma aristocracia bananeira."


"Há quem ache que ser acusado ora de uma coisa, ora do seu contrário é sinal de que se anda pelo meio, na trilha da virtude. Não necessariamente. Pode ser apenas confusão mental."


"Estou 100% convicto da superioridade moral e do valor da democracia. E não mudaria de ideia ainda que a maioria discordasse. A democracia é tão importante, que, se preciso, tem de ser preservada da vontade da maioria."


"No petismo, quem não tem diploma se orgulha de não tê-lo; quem se orgulha de tê-lo não o tem."


"Esquerdista é todo aquele que aceita, sob certas condições, solapar a lei democraticamente instituída em nome do que entende ser justiça social. Direitista é quem não aceita esse solapamento e quer o triunfo da lei porque entende que sua transgressão gera ainda mais injustiça."

21.3.11

Glenn Beck, apresentador da Fox News, mostra foto de Dilma na cadeia


No Programa de hoje, Glenn Beck comenta a visita do presidente Obama ao Brasil para se encontrar com a presidente marxista Dilma Roussef. Também questiona que tipo de exemplo é uma democracia onde 20% da população vive em condições de pobreza extrema e a mortalidade por assassinatos entre jovens cresceu 40% nos últimos 10 anos.

15.3.11

Os pobres estão ficando mais pobres?


Vídeo em que o economista Steve Horwitz acaba com o mito de que os pobres estão ficando mais pobres e os ricos mais ricos. 
Tradução: Jeová Costa. Sincronização: Juliano Torres.
Postado aqui.

O massacre da família Fogel por terroristas palestinos

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Na sexta à noite, dois palestinos assasinaram uma família israelense dentro de casa, enquanto dormiam:  Rabbi Udi Fogel (36), sua esposa Ruth (34), Yoav de 11 anos, Elad de 4 anos e Hadas de 3 meses.

Delinquência antissemita na Folha de São Paulo passa despercebida

Vejam esses trechos da entrevista que Ali Akbar Java Nfekr, chefe de imprensa do Governo do Irã, concedeu à Folha de São Paulo hoje:


"O sr. concorda com Ahmadinejad, para quem o Holocausto é um mito?

Se o Holocausto é uma realidade histórica, por que não se permite que seja estudado? Qualquer pessoa que questiona é logo condenada. Devemos ficar preocupados com a distorção da história.


Existe farta evidência do massacre de judeus...

Se existiu, podia ser objeto de várias pesquisas. Por que não permitir? "

(não poderia deixar de negar o Holocausto, claro)

"Não é contraditório o Irã apoiar movimentos árabes e não tolerar atos parecidos em sua casa?

Não devemos misturar as coisas. A oposição do Irã tem direitos definidos na lei. Mas nenhum país permite conspirações apoiadas por forças externas.


Esse era o discurso do Egito, é o da Líbia...

Por que vocês comparam as duas coisas?


Porque a oposição iraniana diz que é reprimida, sem direito de manifestação.
Não foi reprimida. Eles têm jornais, publicam matérias criticando...

A ONG Repórteres sem Fronteiras coloca o Irã como o quarto pior país do mundo para a imprensa, só à frente de Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritreia.
Convidamos vocês jornalistas a visitar nosso país e ver de perto a situação. Jornalismo é um trabalho sagrado. Esses relatórios são tendenciosos e irreais. Sabemos quem os patrocina.

Quem?
Sionistas."


(não poderia também deixar de negar a repressão violenta à imprensa, sem, claro,  expor seu antissemitismo)

"É verdade, como diz o presidente Ahmadinejad, que não há gays no Irã?
Não temos.



É o único país do mundo que não tem gay?

Na República Islâmica do Irã, não há.


Se houver, há punições?
Nossa visão sobre esse tema é diferente da de vocês. É um ato feio, que nenhuma das religiões divinas aceita. Temos a responsabilidade humana, até divina, de não aceitar esse tipo de comportamento. Existe uma ameaça sobre a saúde da humanidade. A Aids, por exemplo. Uma das raízes é esse tipo de relacionamento.

A Aids é uma punição divina aos gays?
Não creio nisso. Mas vi que no Carnaval [do Brasil] foram distribuídos 90 milhões de preservativos, e isso é muito feio. Não é a favor da saúde da humanidade."


(Homofóbica são as igrejas).

"A esperança é que essas revoltas ajudem o povo dos territórios ocupados pelos sionistas. Os que apoiam Israel devem levar a população de Israel para outras regiões. Se o Holocausto foi causado por europeus, então os europeus têm que pagar o preço disso. O regime israelita é ilegal. É um tumor cancerígeno"


"A questão dos direitos humanos foi politizada. O regime sionista [Israel] na Palestina matou milhares de pessoas. Esses defensores dos direitos humanos, o que falaram? Ou os EUA, com a prisão de Abu Ghraib [no Iraque]?"

(O Estado de Israel é um tumor cancerígeno na visão desse gigante moral.)

E qual o título da entrevista? "Dilma está mal informada a respeito do caso Sakineh". Não vi nenhuma repercussão significativa na mídia sobre declarações com tamanho teor antissemita. A negação do holocausto e da existência de homossxualismo no Irã, assim como a pregação da destruição do Estado de Israel não são teoria da conspiração. São a política de Estado do governo iraniano, como se pode depreender das palavras do próprio chefe de imprensa, que nada mais são do que a repetição do que já foi dito publicamente pelo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. São coisas assim que me fazem ver claramente o quão abomináveis são essas pessoas e quem as apoiam.